A administração Trump formalizou nesta segunda-feira a indicação de Daniel Perez para representar os Estados Unidos como embaixador no Brasil. Aos 38 anos e presidente da Câmara dos Representantes da Flórida, o republicano ainda aguarda aprovação do Senado norte-americano para ocupar o posto diplomático de importância estratégica na região.
A embaixada americana em Brasília permanecia sem titular desde o encerramento do governo Biden, em janeiro de 2025, quando Elizabeth Bagley deixou o cargo. Gabriel Escobar assumiu temporariamente como encarregado de negócios, função que será transferida para Natasha Franceschi a partir de julho.
Filho de imigrantes cubanos nascido em Nova York, Perez integra o mesmo partido de Trump e tem demonstrado consistente sintonia com as prioridades da administração republicana. Durante sua trajetória, concentrou esforços em políticas de saúde, infraestrutura e habitação, consolidando perfil de gestor pragmático.
Como presidente da Câmara da Flórida, Perez protagonizou divergências públicas com o governador Ron DeSantis, uma das principais figuras do Republicanismo para futuras eleições presidenciais. Apesar de especulações sobre candidatura ao cargo de procurador-geral estadual em 2025, optou por permanecer no comando da Casa Legislativa.
Na prática diplomática norte-americana, é comum que presidentes indiquem políticos de confiança, empresários ou aliados para postos no exterior — modelo distinto do Brasil, onde embaixadores tradicionalmente advêm da carreira de diplomatas profissionais. A escolha de Perez sinaliza aprofundamento das relações bilaterais entre Washington e Brasília sob a nova gestão Trump.
