O Tribunal de Contas da União (TCU) iniciou na segunda-feira investigação sobre a operação de resgate que destina até R$ 6,5 bilhões ao Banco Regional de Brasília (BRB). A ação foi provocada por representação do subprocurador Lucas Furtado, do Ministério Público junto ao tribunal. O ministro Jhonatan de Jesus ficará responsável pelo relatório do caso.

O socorro emerge das perdas acumuladas pela instituição durante negociações ligadas ao Banco Master. De acordo com documentos analisados pelo TCU, os recursos virão do Fundo Garantidor de Créditos, dispensando aporte direto do Tesouro Nacional. Porém, o governo do Distrito Federal oferecerá receitas futuras e dotações orçamentárias como garantia da operação. O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, já homologou o acordo após entendimento entre União e governo distrital.

Antes de qualquer pronunciamento final, as equipes técnicas do TCU examinarão os fundamentos jurídicos e repercussões fiscais da medida. O episódio ganhou visibilidade por questões levantadas sobre a exposição financeira do BRB nas transações com a instituição de Daniel Vorcaro, gerando preocupações no mercado sobre possíveis riscos ao erário público.

Especialistas apontam que o resultado da análise pela Corte de Contas pode estabelecer precedentes para futuras operações de socorro e acordos envolvendo bancos regionais e instituições privadas. Até agora, BRB e governo distrital reafirmam que a operação respeita marcos legais e não compromete recursos federais diretos.