O governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) manifestou apoio explícito às medidas restritivas anunciadas pelo Departamento do Tesouro americano contra membros e empresas vinculados ao Primeiro Comando da Capital. Em declarações na região central de São Paulo, ele classificou as sanções como "bem-vindas" e afirmou que refletem a necessidade de cooperação internacional no combate ao crime organizado.

Segundo o governador, a gravidade da ameaça justifica a mobilização dos EUA. O PCC mantém operações confirmadas em pelo menos 11 Estados norte-americanos e atua como organização transnacional, com alcance que ultrapassa fronteiras brasileiras. Diante dessa realidade, toda ação internacional voltada para desmantelar suas estruturas merece respaldo, na avaliação de Tarcísio.

O Tesouro americano dirigiu as sanções contra dois brasileiros — Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira — além de três empresas brasileiras e uma portuguesa acusadas de integrar rede de lavagem de dinheiro. As companhias atingidas são Victory Trading Intermediação de Negócios, Cobranças e Tecnologia Ltda, Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda, Wave Construções Inteligentes Ltda e Avenidas Flutuantes (empresa portuguesa).

As medidas impedem o bloqueio de ativos nos EUA, proíbem transações entre cidadãos e empresas americanas com os designados e estabelecem penalidades para instituições financeiras estrangeiras que mantenham operações relevantes com os alvos. A ação americana representa intensificação do combate ao PCC: em junho, a administração Trump já havia classificado formalmente tanto o PCC quanto o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras.