A Rússia desferiu novo ataque de larga escala contra territórios ucranianos na madrugada de quinta-feira, 2, atingindo a capital Kiev e seis regiões adicionais. Segundo as autoridades de Kyiv, o bombardeio deixou ao menos 20 mortos e mais de 80 feridos, com destruição em prédios residenciais, ambulatórios, centros de pesquisa, estabelecimentos hoteleiros e estruturas comerciais.
A ofensiva mobilizou aproximadamente 500 drones de alcance estendido e 74 mísseis, dos quais 24 eram de natureza balística, segundo dados da Força Aérea ucraniana. O sistema de defesa aéreo do país conseguiu interceptar a maioria dos engenhos — praticamente todos os drones e 48 dos foguetes disparados —, evitando perdas ainda maiores.
Além da capital, as regiões de Kharkiv, Sumy, Dnipropetrovsk, Zaporizhzhia e Cherkasy foram atingidas. O presidente Volodymyr Zelensky utilizou o episódio para reforçar junto aos Estados Unidos a necessidade de autorização para fabricação doméstica do sistema Patriot, essencial para potencializar a blindagem aérea do país.
O bombardeio integra uma estratégia de intensificação dos ataques russos nos últimos meses, coincidindo com dificuldades militares de Moscou no terreno — incluindo perdas territoriais e vulnerabilidade de sua infraestrutura energética aos contra-ataques ucranianos. O padrão revela uma busca por compensar fracassos táticos através de operações de destruição em massa contra a população civil.
Desde a invasão iniciada em fevereiro de 2022, o conflito acumula milhares de vítimas fatais, milhões de deslocados internos e gerou sanções econômicas globais contra a Federação Russa. O episódio sublinha para observadores ocidentais a importância estratégica de nações soberanas manterem capacidades robustas de defesa aérea e arcabouço militar independente, especialmente diante de regimes que não hesitam em empregar força massiva contra populações civis.
