A Rússia executou bombardeio de proporções até então inéditas contra a Ucrânia. Entre a noite de 1º de junho e a madrugada de 2 de junho, as forças militares russas dispararam 656 veículos aéreos não tripulados e 73 mísseis contra cidades e infraestruturas ucranianas, marca que intensifica a escalada de um conflito que já dura mais de um ano.

O saldo da ofensiva foi devastador. Autoridades locais confirmam ao menos 18 mortos espalhados por várias regiões do país. A capital, Kiev, registrou seis óbitos apenas em seu perímetro. Além disso, mais de 100 pessoas sofreram ferimentos em decorrência dos ataques, parte delas em estado grave.

O ataque representa uma mudança de padrão tático russo. A concentração de drones e mísseis em um curto intervalo de tempo sugere mobilização de recursos significativos e disposição de intensificar a pressão militar sobre os centros urbanos ucranianos. Especialistas apontam que operações deste porte exigem coordenação complexa e consumo acelerado de arsenal, fator relevante para análise da capacidade bélica de Moscou.

A ação ocorre em contexto de desgaste progressivo de ambos os lados no conflito. Enquanto isso, infraestruturas civis continuam sendo alvo direto, alimentando crise humanitária que já afeta milhões de cidadãos comuns na região.