Um policial militar da Rota foi baleado no último sábado, 27, em São Caetano do Sul, enquanto se encontrava de folga e trafegava pela Avenida Goiás em sua motocicleta. O tenente Ronickson Pimentel dos Santos permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva de um hospital em Santo André, onde segue em estado grave quase uma semana após o crime.

As imagens de câmeras de segurança capturam o momento preciso do ataque: dois criminosos em motocicleta se aproximam e disparam contra o oficial. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência socorreu a vítima no local, e um helicóptero da Polícia Militar a transportou até o hospital. Apesar da gravidade, um boletim divulgado pela corporação nesta quinta-feira, 2, registra sinais positivos: estabilidade clínica, ausência de febre e preservação da função renal. Os médicos planejam reduzir a sedação na próxima semana.

As investigações conduzidas pelo Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa revelaram um crime premeditado: a quadrilha planejou o ataque por no mínimo três meses, monitorando constantemente a rotina e residência do tenente. Até agora, a força-tarefa registrou avanços significativos na operação: dois homens, com idades de 40 e 52 anos, foram presos no domingo em Guaianases por fornecerem suporte logístico; um dos atiradores foi identificado na quarta-feira; um quarto envolvido morreu em confronto com agentes da Rota após resistir à abordagem e disparar contra os policiais; e o Renault Logan branco usado pela quadrilha foi localizado coberto com lona em um terreno, circulando pela região desde fevereiro.

O secretário de Segurança Pública, Nico Gonçalves, informou que a motivação exata do ataque segue sob apuração, sendo a prioridade das forças de segurança prender todos os envolvidos para posteriormente esclarecer os motivos do crime. Ronickson Pimentel é irmão de Eloá Pimentel, cuja história marcou a memória criminal do país.