A Polícia Federal deflagrou nova fase da Operação Unha e Carne nesta quinta-feira, 2, apreendendo planilhas do contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho. Os documentos listam o ex-governador fluminense Cláudio Castro e parlamentares federais e estaduais ao lado de valores, alimentando suspeitas de irregularidades nas campanhas eleitorais.

A corporação trabalha com a hipótese central de que as anotações registrem operações de caixa dois. Porém, os investigadores ainda buscam determinar a origem e destinação precisa dos recursos. Os nomes dos demais políticos mencionados nas planilhas seguem sob sigilo processual, enquanto a PF amplia o escopo das investigações para incluir possível lavagem de dinheiro e repasses diretos a agentes públicos estaduais.

Por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, foram cumpridos mandados de prisão, busca e apreensão, além do bloqueio de bens e valores que chegam a R$ 22 milhões. A operação toma proporções significativas na apuração de possível desvio de recursos eleitorais.

A defesa de Cláudio Castro negou qualquer impropriedade em nota, classificando como "mentirosa" a suposição de que tenha recebido doações ilegais ou repasses atribuídos a Adilsinho. Os advogados argumentaram que a mera presença do nome do ex-governador nos registros não configura prova de irregularidade e destacaram que as contas da campanha de 2022 foram regularmente apresentadas à Justiça Eleitoral. A defesa ressaltou ainda que Castro não figura como alvo formal da operação.

O advogado do contraventor, Ricardo Braga, também refutou as acusações, afirmando que seu cliente nega ter efetuado qualquer pagamento indevido a autoridades públicas ou políticos. Os próximos passos da investigação devem aprofundar a análise das planilhas apreendidas e esclarecer o papel de cada nome mencionado nos documentos.