Benjamin Netanyahu determinou nesta segunda-feira, 1º, operações militares diretas contra posições do Hezbollah na região sul de Beirute, conhecida como Dahiyeh, após novas violações do acordo de cessar-fogo por parte da organização terrorista. A decisão marca uma mudança na postura israelense desde o anúncio da trégua pelo presidente americano Donald Trump, em 16 de abril.

"Em virtude das violações repetidas e contínuas do cessar-fogo no Líbano pelo grupo terrorista Hezbollah e dos ataques contra nossas cidades e cidadãos, ordenei ao IDF, juntamente com o Ministro da Defesa, Israel Katz, atacar alvos terroristas no bairro Dahiyeh em Beirute", comunicou Netanyahu por meio de rede social. O premiê enfatizou que não tolerará ataques contra território israelense enquanto estruturas militares do Hezbollah permaneçam operacionais.

O ministro da Defesa reforçou a disposição de Israel em expandir operações no sul libanês para resguardar comunidades no norte do país. Segundo Katz, não haverá trégua em Beirute enquanto as cidades israelenses continuarem sob ameaça. O Hezbollah respondeu lançando mísseis contra alvos militares em Tiberíades, alimentando o ciclo de escalada.

A ação acirra as dificuldades para negociações diplomáticas entre Washington e Teerã, principal patrocinador do Hezbollah. O chanceler iraniano Seyed Abbas Araghchi declarou que qualquer violação em uma frente configura ruptura do cessar-fogo em todas as frentes, alertando que Estados Unidos e Israel responderão por consequências futuras. Moradores de Dahiyeh deixaram a região após notificação de alertas israelenses.

O conflito já deslocou mais de 1 milhão de pessoas no Líbano desde seu início em 2 de março, quando o Hezbollah iniciou bombardeios em apoio às operações iranianas contra Israel. Até o fim de semana passado, apenas dois ataques havia na área desde a trégua anunciada, porém combates intensificados no sul libanês mantêm a situação em ponto crítico.