O governo federal acionou sua artilharia diplomática para antecipar os efeitos de uma possível ofensiva tarifária do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump. Ministério das Relações Exteriores e Assessoria Especial da Presidência mobilizaram equipes para um encontro com enviado da próxima administração americana, em sinal de que Brasília já teme pressões comerciais vindas de Washington.

O movimento reflete a vulnerabilidade da posição brasileira diante de potenciais medidas protecionistas que Trump vem sinalizando para seu segundo mandato. Sem poder oferecer concessões significativas em curto prazo, o governo tenta estabelecer diálogos diretos antes que novas tarifas sejam implementadas unilateralmente pelos americanos.

A reunião demonstra que a estratégia de Lula se concentra em negociação preventiva em vez de ação propositiva. Enquanto isso, setores como agronegócio e indústria aguardam definições claras sobre como o Brasil será afetado pelas políticas comerciais que Trump pretende adotar a partir de janeiro.