O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência pela legenda, enviou ao Escritório do Representante Comercial americano (USTR) um dossiê contendo estratégias para fortalecer as relações comerciais Brasil-EUA. O documento defende medidas que priorizam a autonomia brasileira em negociações econômicas internacionais.
O ponto central da proposta é a flexibilização das restrições impostas pelo Mercosul, permitindo que o Brasil negocie acordos bilaterais diretos com os americanos sem as limitações do bloco regional. Flávio argumenta que o Brasil precisa "se libertar das amarras" que obstaculizam celebrações de tratados comerciais, citando o modelo adotado pela Argentina sob Javier Milei como referência de liberdade negocial.
O senador solicita ainda que Washington suspenda, até as eleições brasileiras, as tarifas de 25% atualmente aplicadas a produtos brasileiros. Para respaldar suas posições, Flávio destaca encontros recentes com Donald Trump, vice-presidente J.D. Vance e secretário de Estado Marco Rubio, indicando alinhamento com a nova administração americana.
Entre as propostas específicas está a defesa do Pix contra alegações de prejuízo a empresas norte-americanas, argumentando que o Federal Reserve mantém sistema semelhante (FedNow). Flávio também propõe redução da carga regulatória e tributária sobre operadores de cartões de crédito, visando estimular concorrência e beneficiar consumidores.
O documento inclui ainda acordo recíproco para eliminação de tarifas sobre etanol e açúcar comercializados entre os dois países. Conforme o texto, uma negociação de boa-fé permitiria ambas as nações alcançarem "zero tarifas" nesses produtos, abrindo oportunidades para o agronegócio brasileiro em um mercado estratégico.
