A ditadura venezuelana está impedindo sistematicamente a chegada de ajuda humanitária às regiões atingidas pelos terremotos que assolaram o país, de acordo com denúncias de entidades filantrópicas internacionais. Enquanto as operações de busca por desaparecidos entram na segunda semana, o regime coloca obstáculos políticos acima das vidas humanas.
A Amavex, organização com sede nos Estados Unidos, divulgou vídeo comprovando que a Polícia Nacional Bolivariana bloqueou o acesso de bombeiros venezuelanos a áreas críticas de resgate. A entidade criticou veementemente a ação, declarando que "quando vidas estão em risco, não pode haver obstáculos" e enfatizando que a prioridade deve ser salvar vidas e apoiar os profissionais engajados no trabalho de emergência.
O padrão repressivo se repete com outras missões internacionais. A Isar Germany, organização alemã especializada em resposta a desastres, informou que foi impedida de enviar uma equipe conjunta de especialistas alemães e austríacos. Conforme dados da Organização Mundial da Saúde e da ONU, o Ministério da Saúde venezuelano bloqueou, em última hora, a entrada de equipes médicas do exterior, contradizendo comunicados anteriores do governo que solicitava auxílio internacional.
Francisco Lermanda, representante da organização chilena Topos de Chile, também testemunhou as restrições impostas pelas autoridades militares. Segundo seu relato, soldados venezuelanos interrompem as operações de salvamento para interrogar os socorristas sob suspeita infundada de espionagem, criando atrasos críticos em uma janela temporal em que cada minuto pode significar a diferença entre vida e morte.
O bloqueio à ajuda humanitária evidencia como regimes autoritários priorizam controle político e desconfiança ideológica sobre a preservação de vidas. Enquanto a população clama por socorro, Caracas escolhe isolar o país e rejeitar a solidariedade internacional.
