O descontrole orçamentário do governo federal avança sobre a segurança aérea brasileira. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) foi forçada a reduzir em 40% suas atividades de fiscalização após sofrer bloqueios no orçamento, suspendendo provas de certificação de pilotos e comissários de bordo.

Além das provas, a agência também cancelou ações rotineiras de certificação de aeronaves, comprometendo verificações essenciais para garantir a operação segura da frota. Trata-se de um corte em áreas críticas para a segurança dos passageiros que dependem da aviação civil brasileira.

A medida evidencia como a falta de planejamento fiscal do executivo federal acaba sacrificando funções indispensáveis de supervisão. Enquanto o governo amplia gastos em áreas discricionárias, órgãos reguladores essenciais sofrem contingenciamentos que afetam diretamente o cidadão comum.

A redução drástica de fiscalizações levanta questões sobre a efetividade do sistema de controle aeronáutico brasileiro. Profissionais da aviação enfrentam atrasos em certificações, enquanto a população fica exposta a possíveis riscos decorrentes da insuficiência de verificações técnicas.

O cenário reforça a necessidade urgente de responsabilidade fiscal no governo federal, onde prioridades básicas — como segurança em transportes — não deveriam estar sujeitas a cortes emergenciais. A Anac aguarda desbloqueio de recursos para retomar operações normais.